domingo, 12 de junho de 2011

Doar órgãos é um ato de amor e solidariedade

         Quando um transplante é bem sucedido, uma vida é salva e com ele resgate-se também a saúde física e psicológica de toda a família envolvida com o paciente transplantado. No Brasil, atingimos a marca de aproximadamente 70.000 pessoas (2007) aguardando por um transplante. Essas vidas dependem da autorização da família do paciente com morte encefálica comprovada autorizar a doação. Um gesto que pode transformar a dor da morte em continuidade da vida.
         Encerramos o ano de 2010 com crescimento contínuo na taxa de doação e transplantes no país, tendo
quase atingido o objetivo proposto (10 doadores), ficamos com 9,9% doadores efetivos (aumento de 13,8% em relação a 2009), mas como passamos a utilizar a nova classificação proposta pela OMS, obtivemos 9,6% doadores efetivos com órgãos transplantados.
         No Brasil, o Sistema Público de Saúde (SUS), financia mais de 95% dos transplantes realizados e também subsidia todos os medicamentos para todos os pacientes. É uma das maiores políticas públicas de transplantes de órgãos do mundo.
         Em países como a Espanha, essa relação chega a 35 pmp A Argentina registra o número de 12 pmp.
         Não enfrentamos grandes obstáculos à doação de órgãos no Brasil, visto que todo o processo está regulamentado. A única forma de um indivíduo se tornar doador de órgãos, após a sua morte, é avisar seus familiares, manifestando, em vida, este desejo. Só é possível a Doação de Órgãos no Brasil com a autorização familiar. Quando isto ocorre, a família sempre concorda com a doação para satisfazer o "último desejo" deste indivíduo. Dentro desse universo existe outra realidade que é a do transplante pediátrico. Se para o adulto a espera por um doador é difícil, imaginem quando o paciente é uma criança. O número de doadores em potencial reduz significativamente as chances da efetivação do transplante.
Existem hoje no Brasil, diversas Associações Médicas, ONGs. l
Doação de Órgãos
  • DOEVIDA - Associação Doe Vida
  • Adote - Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos
  • ABTO - Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos
  • Transpática - Assoc. Bras. de Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas
  • Central de Transplantes
  • AMEO - Associação de Medula Óssea
  • DOEAÇÃO - Site que conta a linda história do Bebê Arthur
  • BOS - Banco de Olhos de Sorocaba
Defeitos do tubo neural
  • AACD - Associação Assistencial à Criança Defeituosa
  • IFSBH - International Fed. For Spina Bifida
  • ENTREAMIGOS - Rede de Informações sobre Deficiência
  • SARAH - Hospital Sarah

O que podemos doar?
         Um único doador pode beneficiar até 25 pessoas! Ou melhor, 25 vidas! No entanto, os transplantes mais comuns são assim classificados: Órgãos: coração, fígado, rim, pâncreas, pâncreas/rim, pulmão, intestino e estômago. Tecidos: sangue, córnea, pele, medula óssea, dura máter, crista ilíaca, fáscia lata, patela, costelas, ossos longos, cabeça do fêmur, ossos do ouvido, safena, vasos sangüíneos, válvulas cardíacas, tendões e meninge.


Damos abaixo uma lista de alguns órgãos e tecidos que são utilizados para transplantes:

Órgão/Tecido
Tempo/Retirada
Tempo/Transplante
Coração
Antes da PC*
4 - 6 h
Pulmões
Antes da PC
4 - 6 h
Fígado
Antes da PC
12 - 24 h
Pâncreas
Antes da PC
12 - 24 h
Rins
Até 30 após PC
Até 48 h
Córneas
Até 6 h após PC
7 a 14 dias
Ossos
Até 6 h após PC
Até 5 anos

·         A Medula óssea só é feita com o Doador Vivo compatível, por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue.
·         *PC - parada cardíaca
Como posso me tornar um doador de órgãos?
         O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.
O que é morte encefálica?
         É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funções vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. O termo Morte Encefálica se aplica a condição final, irreversível, definitiva de cessação das atividades do Tronco Cerebral e do Cérebro. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. Morte encefálica significa a morte da pessoa. É uma lesão irrecuperável e irreversível do cérebro após traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou derrame cerebral. É a interrupção definitiva de todas as atividades cerebrais. NÃO DEVEMOS CONFUNDIR MORTE ENCEFÁLICA COM COMA. O estado de coma é um processo reversível, o paciente em coma está vivo. A morte encefálica é irreversível, o paciente em morte encefálica não está mais vivo. Para confirmação do diagnóstico da morte encefálica são necessárias três avaliações, realizadas por médicos diferentes. As duas avaliações clínicas são realizadas por dois médicos capacitados. Estes médicos não devem fazer parte de uma equipe transplantadora. O exame complementar é realizado por um terceiro médico, entre a 1.ª e 2.ª prova clínica ou como 3.ª prova. Crianças entre 7 dias e 2 anos, o exame indicado é o EEG (Eletroencefalograma), que deve ser, no mínimo, realizado duas vezes. São vários os diagnósticos para a verificação de morte encefálica.
Um deles é o diagnóstico gráfico de Morte Encefálica através de uma angiografia.
 Imagem de uma angiografia com fluxo sangüíneo cerebral

 ‹-- Angiografia com ausência de fluxo sangüíneo cerebral

Outro diagnóstico gráfico é o Doppler transcranino.
 Eco Doppler transcranino com fluxo sangüíneo cerebral
  Eco Doppler transcranino sem fluxo sangüíneo cerebral

         Todo o processo pode ser acompanhado por um médico de confiança da família do doador. É fundamental que os órgãos sejam aproveitados para a doação enquanto ainda há circulação sangüínea irrigando-os, ou seja, antes que o coração deixe de bater e os aparelhos não possam mais manter a respiração do paciente. Mas se o coração parar, só poderá ser doado alguns tecidos como as córneas, pele e ossos.
TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA
         No Brasil, a média de pessoas que necessitam de Transplante de Medula Óssea, hoje, gira em torno de 2.500 pessoas. Quando existe a indicação para esse procedimento, inicia-se uma corrida contra o tempo. Primeiro a pesquisa para localizar um doador compatível é iniciada na família, cuja probabilidade de sucesso é de 25%. Mais de 70% dos pacientes terão que recorrer ao Cadastro de Doadores Voluntários Não Aparentados. A partir desse momento a chance de encontrar uma medula compatível começa a se tornar mais difícil. No ano de 2009 o Brasil atingiu a marca de 1 milhão e 300 mil doadores cadastrados tornando-se assim o 3º maior banco de doadores voluntários do mundo. Em primeiro está os EUA seguido da Alemanha, em segundo. Todavia esse número ainda é insuficiente para atender a demanda, pois a chance de se encontrar uma medula compatível entre doador e receptor pode chegar em 1 em 1 milhão.
Quais os requisitos para um cadáver ser considerado doador de órgãos?
  • Ter identificação e registro hospitalar;
  • Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;
  • Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;
  • Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante;
  • Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sangüíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral;
  • Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas.
Observação: Depois de diagnosticada a morte encefálica, a equipe capacitada da CIHDOTT (Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante) do Hospital onde se encontra o potencial doador ou a equipe da OPO (Organização de Procura de Órgãos) deve informar a família de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante. Veja mais detalhes na Portaria n°1262 de 16/06/2006.

Quem recebe os órgãos e/ou tecidos doados?
         Quando é reconhecido um doador efetivo, a central de transplantes é comunicada, pois apenas ela tem acesso aos cadastros técnicos com informações de quem está na fila esperando um órgão. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade entre o doador e o receptor. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a receber o órgão.

Como garantir que meus órgãos não serão vendidos depois da minha morte?
         As centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde controlam todo o processo, desde a retirada dos órgãos até a indicação do receptor. Assim, as centrais de transplantes controlam o destino de todos os órgãos doados e retirados.
Disseram-me que o corpo do doador depois da retirada dos órgãos fica todo deformado. Isso é verdade?
         É mentira. A diferença não dá para perceber. Aparentemente o corpo fica igualzinho. Aliás, a Lei é clara quanto a isso: os hospitais autorizados a retirar os órgãos têm que recuperar a mesma aparência que o doador tinha antes da retirada. Para quem doa não faz diferença, mas para quem recebe sim!
Posso doar meus órgãos em vida?
         Sim. Também existe a doação em vida. O médico deverá avaliar a história clínica do doador e as doenças anteriores. A compatibilidade sangüínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. Os doadores vivos podem doar um dos rins, uma parte do fígado (até 70% do seu tamanho; o fígado, após a doação, se regenera em 45 dias), parte de um pulmão, a medula óssea e o sangue.
Este tipo de doação só pode ser feita para alguém de sua família (até 4º grau) ou no caso de um amigo, será necessário uma autorização judicial.
Este tipo de doação entre vivos, só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.
Para doar órgãos em vida é necessário:
  • Ser um cidadão juridicamente capaz;
  • Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
  • Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;
  • Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando;
  • Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante;
  • Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial;
Órgãos e tecidos que podem ser doados em vida:
  • Rim;
  • Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
  • Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%);
  • Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais);
  • Sangue.
Quem não pode doar?
  • Pacientes portadores de insuficiência orgânica que comprometa o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;
  • Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contra-indicações utilizadas para a doação de sangue;
  • Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas;
  • Pessoas com tumores malignos com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero e doenças degenerativas crônicas.
O que diz a Lei brasileira de transplante atualmente?
         Lei que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante é a Lei 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, posteriormente alterada pela Lei nº. 10.211, de 23 de março de 2001, que substituiu a doação presumida pelo consentimento informado do desejo de doar. Segundo a nova Lei, as manifestações de vontade à doação de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, após a morte, que constavam na Carteira de Identidade Civil e na Carteira Nacional de Habilitação, perderam sua validade a partir do dia 22 de dezembro de 2000. Isto significa que, hoje, a retirada de órgãos/tecidos de pessoas falecidas para a realização de transplante depende da autorização da familia.
Sendo assim, é muito importante que uma pessoa, que deseja após a sua morte, ser uma doadora de órgãos e tecidos comunique à sua família sobre o seu desejo, para que a mesma autorize a doação no momento oportuno.


Oração do Doador:

         Ao Deus do meu coração e do meu entendimento, que me proporcionou um corpo saudável e um coração generoso. Fazei que, nenhuma vontade de parente ou amigo, suplante o meu desejo e determinação de ser um doador de órgãos e de tecidos. . Rogo, a todos que tiveram oportunidade e influenciaram em minha vida. Que após a minha morte, reservo-me o direito de, agradecendo ao Criador, devolver este corpo que serviu de vestimenta ao meu Ser, para que continue a servir ao meu Deus e a humanidade. Que assim seja! Doar não dói, doe...

   

sábado, 11 de junho de 2011

“Os desafios da linguagem do século XXI para a aprendizagem na escola”

                      “Os desafios da linguagem do século XXI para a aprendizagem na escola”
            A escola está distante dos desafios do século XX. O fato é que quando as crianças de hoje forem para o mercado, elas terão de usar computadores, e a escola não usa. Algumas crianças têm acesso à tecnologia e se desenvolvem de uma maneira diferente - gostam menos ainda da escola porque acham que aprendem melhor na internet. As novas alfabetizações estão entrando em cena, e o Brasil não está dando muita importância a isso – estamos encalhados no processo do ler, escrever e contar. Na escola, a criança escreve porque tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo.          A linguagem do século XXI – tecnologia, internet – permite uma forma de aprendizado diferente. As próprias crianças trocam informações entre si, e a escola está longe disso. Não acho que devemos abraçar isso de qualquer maneira, é preciso ter espírito crítico - mas não tem como ficar distante. A tecnologia vai se implantar aqui “conosco ou sem nosco”.
            É compreensível, diante do impacto que essas novas tecnologias têm exercido sobre nossas vidas, que pensemos quase que exclusivamente nelas quando falamos em "tecnologia na educação". No entanto, não podemos nos esquecer de que a educação continua a ser feita predominantemente pela fala e pela escrita (especialmente, neste caso, pelo texto impresso), e que a fala, a escrita e o texto impresso são, e vão sempre continuar a serem, tecnologias fundamentais para a educação (tanto em suas modalidades presenciais como nas remotas). Este artigo não quer perder isto de vista. Na realidade, um de seus objetivos principais é que os educadores percebam que já usam diversas tecnologias no seu trabalho educacional. É apenas por terem se tornado tão familiares que essas tecnologias passaram a serem quase transparentes, invisíveis, certamente inconspícuas.



domingo, 8 de maio de 2011

Caramujo Africano

            De Norte a Sul do País, uma nova praga vem dando muita dor de cabeça para os brasileiros nesse verão: o caramujo gigante africano (Achatina Fulica). Com apenas 15 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura  e pesando até 200g, o molusco pode provocar doenças em humanos e animais domésticos, contaminar a água e arrasar jardins e plantações. Capaz de se reproduzir de forma rápida, o caramujo africano se prolifera principalmente na região litorânea e já foi detectado em 24 dos 26 estados brasileiros.
             Nos ambientes urbanos as populações desses moluscos são densas, invadem e destroem hortas e jardins. Como são formadas por animais de grande porte, com 10 cm em média, causa transtornos às comunidades das áreas afetadas", esclarece a pesquisadora Silvana Thiengo, responsável pelo Laboratório de Referência Nacional em Malacologia Médica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fio cruz). 
            A proliferação do caramujo africano começou na década de 80, de forma clandestina, vindo do nordeste da África. A intenção dos produtores rurais era conseguir uma alternativa mais barata para o escargot, iguaria muito utilizada pela culinária francesa. Ao contrário do verdadeiro escargot, o caramujo africano tem uma aparência estranha  e repulsiva e não agradou aos paladares mais sofisticados. Abandonados pelos produtores e longe dos seus predadores diretos, os caramujos se tornaram uma praga perigosa para a saúde pública no Brasil.
             Quando infectado por parasitos, o caramujo africano pode transmitir doenças. A meningite eosinofílica é a única que teve casos registrados no País”, diz Silvana.
            Transmitida pelo verme Angiostrongylus costaricencis, a meningite eosinofílica pode causar cegueira, paralisia e até mesmo a morte do paciente. Introduzido pelo caramujo africano no organismo humano, o verme entra no sistema nervoso central e causa inflamação das meninges, provocando dores de cabeça e dificultando a movimentação do pescoço.
            Além da meningite eosinofílica, o caramujo africano também pode causar a angiostrongilíase meningoencefálica humana. Transmitido pelo verme Angiostrongylos cantonesis, esse tipo de meningite também provoca dores de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso.

Formas de contaminação e prevenção
            A prevenção no contato com o caramujo africano e o controle da população do caramujo é fundamental para evitar a disseminação da praga no Brasil.   O combate ao molusco é muito simples, mas exige da população uma vigilância constante.
                                                                                                                     
Reprodução assexuada acelera infestação
            Por se tratar de uma espécie hermafrodita, o caramujo africano se reproduz rapidamente: um único indivíduo chega a botar 200 ovos a cada dois meses. Ele se esconde para reprodução no inverno e sai para se alimentar no verão. Com cinco meses de vida, o molusco já atinge a fase adulta e começa a se reproduzir.
            Durante o dia, o animal se esconde do sol na terra. À noite, ele invade terrenos e chega sobe em árvores e paredes.
            O simples toque na "gosma" que ele solta pode causar doenças. Por isso, a recomendação é a de que as pessoas não recolham caramujos sem luvas em hipótese alguma.
             Nela estão dicas de como reconhecer o molusco e o que fazer para eliminar a praga. O uso de luvas descartáveis para proteger as mãos é importante na hora de catar os caramujos e seus ovos, já que o simples contato pode transmitir doenças. Para matar os moluscos deve-se colocá-los em uma mistura com água e sal grosso ou cloro, ou então incinerá-los utilizando álcool, querosene ou gasolina.
Além da caça aos caramujos, também destaca o cuidado que a população deve ter ao ingerir frutos, legumes e verduras. Ao se locomover, o molusco libera um muco, que pode contaminar os alimentos produzidos em hortas e pomares. Por isso, antes de consumir esses alimentos, deve-se colocá-los em uma mistura de 1 litro d’água e uma colher de sopa de água sanitária por 15 a 30 minutos, para, então, lavá-los com água corrente. Seguindo todas essas dicas, além de evitar a doença, a população estará trabalhando para erradicar a praga do Brasil.

Como identificar o verdadeiro caramujo-gigante africano (Achatina fulica)?
            Como se sabe, os caramujos em geral gostam de locais úmidos e sombreados. Por isso, ao iniciar a busca do caramujo africano em seu quintal, verifique bem os cantos dos muros, as paredes onde não bate muita luz e os lugares em que possa haver acúmulo de galhos, restos de poda, folhas, madeiras, etc.
            Também são locais muito propícios os restos de construção, entulhos e, em especial, os tijolos furados.
Cuidados extras
            Para evitar que os caramujos africanos presentes em propriedades vizinhas cheguem ao seu terreno, prepare uma mistura de sabão em pó e água, formando uma calda forte, e espalhe sobre o muro. Refaça esse procedimento a cada 3 (três) semanas ou após cada chuva.
            Para ingerir verduras, frutas ou legumes de plantações que suspeite apresentar a presença de caramujos africanos: observe se as folhas e frutos estão inteiros, ou seja, se não foram comidos por caramujos. Despreze os vegetais que tiveram contato com os caramujos.
            

Fotos do Projeto Caramujo Africano












Lombriga na Barriga!!!!

Navegação livre
            A navegação livre é sem dúvida uma ferramenta de suma importância na atualidade, pela rapidez que nos proporciona a busca de informações que precisamos dos links que nos são sugeridos, etc.
Através do hipertexto, nós podemos navegar pela net buscando ferramentas e informações que objetivam nosso propósito. Vejo nessa navegação muitos aspectos positivos, muito mais do que os negativos. Os negativos, no caso, seria “se perder” um pouco na navegação, mas se estivermos com nosso objetivo bem traçado e definido, isso não acontecerá. Por isso ao trabalhar com os alunos temos que atentar para esse aspecto, porque as maiorias dos jovens são dispersos e, acabam por navegar sem rumo. Daí a importância com os alunos de traçar objetivos claros para o que pretendemos e definir tempo de busca, de pesquisa e de conclusão em tempo hábil das tarefas.